Não importa mais, o castelo não existe mais: ruinas e lembranças é o que resta. Andando pelo que restou de salões, saletas, que um dia pessoas andavam, riam, bebiam, dançavam, ficou somente paredes chamuscadas, janelas quebradas, partes de um teto, parte de uma memória.
Nada mais lembra os tempos de glória. Crueldade do destino, jamais, cada um escolhe o caminho, e sabe o que lhe aguarda. Foi minha escolha que tudo tivesse esse fim. Agora o que me resta, sair, deixar tudo para trás, se perde a coroa mas não a magestade, a ternura, a nobreza.
Temos que começar tudo novamente, talvez sem a coroa, mas nesse baralho de reis e damas, talvez seje interessante ser um vallet.
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